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Só – Grupo Sobrevento

Por 17 de maio de 2017Crítica, Daquilo que vi
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Quatro homens sábios disseram um dia: “Olhe todas essas pessoas solitárias. De onde elas vêm? De onde elas são?”. Poucas pessoas olharam como o Sobrevento o fez nesse espetáculo que comemora seus 30 anos.
Em seus 30 anos, o Sobrevento se manteve fiel a si mesmo e sempre contando que encontraria eco de seus anseios no seu público. Aparentemente tem dado certo. Diversas pesquisas, diversas técnicas, diversas estéticas foram praticadas e apresentadas, mas ultimamente, ao invés de manipular objetos e figuras inanimadas, o que eles estão fazendo é: ser tornando os seres manipulados pela emoção que os objetos lhes trás. E, aparentemente, tem dado certo.
“Só” apresenta diversas personagens que são impelidas a saírem do seu lugar de conforto (conforto?) devido há algumas questões em aberto: “O que há de importante para alguém, quando não há ninguém lá?”, “Se você não sabe o seu destino, como irá descobrir quando você chegar?”, “O que é o outro, quando seu objetivo é você mesmo?”… O espetáculo propõe uma leitura poética da solidão, e não uma solidão poética – parece um jogo de palavras, mas não é. É uma proposta dramatúrgica.
O que há em cena é uma Solidão que faz mover. Pois o que nos deixa estáticos é a Melancolia.
Mas isso é só aparentemente. O que se revela ultrapassa as aparências. Mas é como um segredo. É algo SÓ seu.

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