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2ª aula

Por | Diários de Trabalho, Núcleo Epifa(nee) | Sem comentários

A minha geração sempre foi estimulada a buscar nos clássicos, nos eruditos, as referências, os saberes, tudo aquilo que pudesse nos guiar pela vida adulta, pela vida amorosa, pela vida profissional, enfim, pela vida.

E foi a minha geração que começou a apontar elementos Pop, de cultura de massa, a utilizar folhetins, pastiches, chicletes, refrigerantes, jingles, trechos de filmes, animação japonesa, rádios FM, tudo o que era “descartável”, para usar como referência, como guias, como marcos históricos, como estandartes. Um pouco por irreverencia, um pouco por rebeldia… Minha geração poderia ser definida por essa palavras: Irreverencia e Rebeldia. E “um pouco”. Nós nunca fomos “demais” – não temos overdoses na minha geração. O que era “excesso” se tornou obesidade e medo de AIDS. E a tristeza e melancolia se tornaram patologias e são tratadas com remédios. E quando o remédio falta é que surgem alguns suicídios.
… R.I.P. Kurt Cobain…

Não sei por que, mas para minha geração é muito fácil entender o mundo de hoje, assimilar os costumes, gírias e etiquetas sociais dos que nasceram neste milênio. E isso não é uma vantagem, é só o que é.

Mas esse devaneio todo é para falar de como são plausíveis, como são “verdadeiras” as mascaras do Riso, do Choro, e da Raiva dessa geração. Como parecem pequenas e frágeis e ao mesmo tempo tão… fortes.

35 pessoas se manifestaram com apenas alguns músculos da face e poderiam dizer o que quisessem, eu acreditaria, porque a verdade estava ali.

Mas não foram só mascaras, foram rodas, foram corpos entrelaçados que fizeram um nó, foram objetos, adjetivos e verbos.

Quando o corpo se faz verbo, o Teatro acontece.
E quando o Teatro acontece, as máscaras caem.

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Relatório Núcleo Epifa(nee) – Ato 01

Por | Diários de Trabalho, Núcleo Epifa(nee) | Sem comentários

Segundo encontro – primeira aula.

No primeiro encontro olhamos, analisamos, nos apresentamos.
Na primeira aula já começamos a firmar algo, senão um compromisso, pelo menos um acordo.
Somos o que damos. E estamos generosos. Todos nós. 31 pessoas subiram ladeira, carregaram cadeiras, ocuparam o espaço vazio, não andaram em círculos e nem atrás de ninguém. Meu tipo de pessoa.
Algumas máscaras surgiram, algumas máscaras caíram, algumas verdades apareceram.
Atravessamos cavernas, rios, e penhascos. E ficamos horas esperando um ônibus.
Em roda, dançaram. E se confundiram com direita e esquerda.
Todos tiveram a palavra.

E as palavras da semana foram: Conexão; Relação; Amor em Ação; Amor em Sentimento; Como Eu me Expresso, Como Eu Percebo.