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henrikibsen

Ibsen, meu caro.

Por | Atelier de Monólogos, Chão e Calçada, Espetáculos, Novidades | Sem comentários

A gente se conhece a tanto tempo, não? Me lembro do nosso primeiro encontro. Lembro que foi um conhecido em comum, dizendo que eu deveria te conhecer. Ou por outra, um amigo em comum falava de ti, e eu pensei comigo que precisava te conhecer. Essa é a verdade. Sejamos francos um com outro como sempre fomos.

Então, Ibsen, meu velho, nunca estivemos tão próximos como agora. E olha que nem estamos assim, tão perto. Afinal eu apenas tornei minha uma história sua. Como acontece com aquelas piadas que nós contamos para alguém, sabe?
Da primeira vez a gente diz: “Tal pessoa me contou uma piada, ela é assim…”; na segunda vez já dizemos: “Ouvi uma piada uma vez, ela é assim…”; na terceira a piada já é nossa: “Eu sei uma piada que é assim…”
Não estou chamando sua história de piada, hein! Você me conhece. E sem frescura aqui entre nós.

Mas sabe queridão… acho que só você encontraria sua história aqui. Ela foi assimilada com tanto carinho, tanto amor.

É mais fácil alguém achar que é uma versão de outro nórdico. E eu não culpo quem achar isso.

Mas isso não é assunto para agora. Agora o que interessa é que aquela flor que você disse que gostou tanto uma vez, agora floresce aqui.

Floresce em São Paulo, acredita?

Iremos revela-la ao público todos os dias, por 10 dias seguidos. Sempre ao pôr-do-sol.

Pores-do-sol sempre me lembram a Áustria, e eu nunca te disse isso antes.

Talvez seja apenas mais uma homenagem secreta. Quem saberá?

Ibsen, meu amigo. Vai ser bom te ter por perto.