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(encontrei esse texto numa agenda de 2005. não faço a menor ideia do que se trata)
“O frio atravessava o tecido, a trama de lã, o algodão. Se fincava na minha pele. Parecia agulha. Era como centenas de agulhas atravessando minhas costas, peito, braços.

Eu estava agachado para ter menos corpo disponível. Minhas mãos tremiam, segurando o revolver do meu pai. Eu sabia que tremiam de frio. Só podia ser. Eu não estava com medo. Eu tinha certeza que precisava matar aquela mulher.

Por cima dos meus dentes batendo, consegui ouvir um carro parando. E uma porta abrindo e fechando.

Precisava ficar em pé rápido, antes que fosse tarde demais. O frio não deixava, as pernas doíam, meus músculos estavam congelados.

Levantei como pude. Mirei como pude. Atirei como pude. Errei, como eu pude?

Tentei correr. Mas não consegui. Era tarde demais.”

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