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visibilidade-para-quem

“De todas as minhas mulheres, sinto falta dela. Ela parecia uma gata ao meu toque. Negra, sinuosa, cheirosa e com manha. Ronronava no meu colo antes do sexo. Depois, logo assim que acabava, ela saltitava, se agitava, e ia fazer algo pela casa, ou pela rua. Era diferente para mim. Era muito diferente de mim. Primeiro: nenhuma das minhas mulheres anteriores realmente “acabava”, era sempre um prolongamento do prazer, um carinho contínuo, algo assim. Eram gozos. Ela não, se satisfazia, me deixava feliz, e estava pronta para outra coisa. Eu queria ficar mais na cama, e ficava, mas sozinha. Queria cheirar o cabelo dela, o suor delicado que ficava na sua nuca, mas ela já estava se maquiando, ou colocando um salto. Segundo: nenhuma delas também ficava serelepe. Somente antes, mas não depois. Ela ficava elétrica, e precisava gastar toda essa energia, senão começava a encrencar, a quebrar copos, a reclamar dos quadros, a pegar minhas calcinhas emprestadas. Isso realmente me incomodava. Nenhuma das minhas mulheres pegava calcinhas minhas emprestadas. Nunca. Eu nunca deixei nenhuma fazer isso. Nem ela. Ela somente não pedia, e eu nunca tive oportunidade de dizer não, só quando ela voltava da rua, meio bêbada, toda carinhosa, me querendo para recobrar suas energias. Terceira diferença: nenhuma delas voltava. Eu sinto a falta dela. “

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