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Terceira aula

Por | Diários de Trabalho, Núcleo Epifa(nee) | Um comentário

Conseguimos fechar um pequeno ciclo. Nos obrigando a olhar para o parceiro ao lado, e nos obrigando a olhar para quem nos olha, ali, um pouco mais distante. E como trazer esse “distante” para perto? Como transformar o “espectador” em algo mais, em um “cúmplice”? Sim. Conseguimos isso. Ou pelo menos acreditamos que sim. Vamos tirar a prova disso semana que vem…

Marchamos, giramos, mexemos os bracinhos e fechamos a mão. Estamos tentando aprender com aqueles que tiveram o orgulho de não se abaterem. Estamos tentando transformar isso em prazer. No futuro… em cena.

Com um chapéu na mão, podíamos ter pedido tudo, qualquer coisa. E pedimos um pouco de Atenção. De Afeto. De Liberdade.

A vida bate na gente. Não é fácil transformar isso em massagem. Não importa o que digam por aí. Não é fácil.

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Por | Contos Curtos | Sem comentários

“Tinha aquele gosto meio de vidro e aquela sensação de doce. E em torno era um mundinho rosa, ceramicado, com almofadinhas de carne. Havia sinuosidades, reentrâncias e som de uma risada sem dono. Era gostoso assim, comer pé-de-moleque na sua mão.”

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2ª aula

Por | Diários de Trabalho, Núcleo Epifa(nee) | Sem comentários

A minha geração sempre foi estimulada a buscar nos clássicos, nos eruditos, as referências, os saberes, tudo aquilo que pudesse nos guiar pela vida adulta, pela vida amorosa, pela vida profissional, enfim, pela vida.

E foi a minha geração que começou a apontar elementos Pop, de cultura de massa, a utilizar folhetins, pastiches, chicletes, refrigerantes, jingles, trechos de filmes, animação japonesa, rádios FM, tudo o que era “descartável”, para usar como referência, como guias, como marcos históricos, como estandartes. Um pouco por irreverencia, um pouco por rebeldia… Minha geração poderia ser definida por essa palavras: Irreverencia e Rebeldia. E “um pouco”. Nós nunca fomos “demais” – não temos overdoses na minha geração. O que era “excesso” se tornou obesidade e medo de AIDS. E a tristeza e melancolia se tornaram patologias e são tratadas com remédios. E quando o remédio falta é que surgem alguns suicídios.
… R.I.P. Kurt Cobain…

Não sei por que, mas para minha geração é muito fácil entender o mundo de hoje, assimilar os costumes, gírias e etiquetas sociais dos que nasceram neste milênio. E isso não é uma vantagem, é só o que é.

Mas esse devaneio todo é para falar de como são plausíveis, como são “verdadeiras” as mascaras do Riso, do Choro, e da Raiva dessa geração. Como parecem pequenas e frágeis e ao mesmo tempo tão… fortes.

35 pessoas se manifestaram com apenas alguns músculos da face e poderiam dizer o que quisessem, eu acreditaria, porque a verdade estava ali.

Mas não foram só mascaras, foram rodas, foram corpos entrelaçados que fizeram um nó, foram objetos, adjetivos e verbos.

Quando o corpo se faz verbo, o Teatro acontece.
E quando o Teatro acontece, as máscaras caem.

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Por | Contos Curtos | Sem comentários

“Todos os livros de Dan Brown foram inspirados em mulheres. Cada história, uma mulher específica. Ela sabia disso. Era óbvio. Qualquer homem com olhar clínico saberia também. Se lessem. Se quisessem saber. Mulheres não. Mulheres se interessam por outras coisas. Ela sabia disso também. O mundo era bem óbvio aos seus olhos. Mas ainda assim, se divertia. Quando jogou fora o último livro, porque já sabia como ia terminar, ficou pensando, sem vaidade nenhuma – é bom deixar claro-  o que é que ele escreveria se a conhecesse. Coitado. Sentiu dó dele em voz alta. Ele não saberia nem por onde começar. “

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Por | Contos Curtos | Sem comentários

“Havia uma pelotinha de barro em cima daquela unha. Aquela unha ficava colada num dedo, o menor deles, e assim grudada num pé, o que ficava do lado direito do outro. O pé, o dedo, a unha e a pelotinha de barro estavam muito próximos um do outro, porque o corpo todo estava agachado. De “cócoras”, diriam os especialistas. Todo o corpo se comprimia para que o salto fosse maior. A pelotinha foi para o espaço. O corpo também. Quando pousou, era outro: Batia os joelhos um no outro, como se fosse festa. E assim, pulava, andava e sorria. Era riso em movimento e som. Era brilho nos olhos de quem olhava. A voz surpreendeu a todos que notaram o silêncio brusco do corpo. Era um risco, um talho. O que saiu da garganta abriu espaço entre a paisagem e empurrava as partículas de realidade uma para longe da outra, e criou-se um vão. Um vau que podiam transitar todos que quisessem. O convite, assim como o espaço e o tempo, era aberto aos de boa vontade. Houve quem pulou fora. Quem pulou dentro, pulou ao som de rabecas, de metais do frevo, e seguiram a gargalhada correta, e se perderam… Feito pelotinhas de barro.”

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Relatório Núcleo Epifa(nee) – Ato 01

Por | Diários de Trabalho, Núcleo Epifa(nee) | Sem comentários

Segundo encontro – primeira aula.

No primeiro encontro olhamos, analisamos, nos apresentamos.
Na primeira aula já começamos a firmar algo, senão um compromisso, pelo menos um acordo.
Somos o que damos. E estamos generosos. Todos nós. 31 pessoas subiram ladeira, carregaram cadeiras, ocuparam o espaço vazio, não andaram em círculos e nem atrás de ninguém. Meu tipo de pessoa.
Algumas máscaras surgiram, algumas máscaras caíram, algumas verdades apareceram.
Atravessamos cavernas, rios, e penhascos. E ficamos horas esperando um ônibus.
Em roda, dançaram. E se confundiram com direita e esquerda.
Todos tiveram a palavra.

E as palavras da semana foram: Conexão; Relação; Amor em Ação; Amor em Sentimento; Como Eu me Expresso, Como Eu Percebo.

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Por | Contos Curtos | Sem comentários

“Em algum momento, desde o último sábado para cá, ficou muito mais difícil para ela conseguir manter uma conversa. Ela realmente passou a prestar atenção nas palavras que estavam sendo ditas. E as pessoas passaram a ser insuportáveis.
“Mas fala a verdade, você não acha que seria legal a gente…”
Ele era um rapaz bonitinho aos olhos dela. Mas porque ele pedia para dizer a verdade? Ele achava que ela mentiria de qualquer forma, de qualquer assunto? Ele nem conhecia ela o suficiente para imaginar isso. Na verdade, ela nem mentiu para ele até hoje. De onde ele tirou essa idéia? E como assim “eu acho”? Eu não acho nada. Ou sim, ou não. Não tenho tempo para ficar “achando”. E que “a gente” é essa? Somos nos dois? É todo mundo que está por aqui, por perto? É toda a humanidade?
Ela ficou pensando nisso, e acabou não ouvindo o resto da pergunta que o rapaz fizera. Deve ter sido uma pergunta porque ele estava olhando com aquela cara de quem espera uma resposta. Ela sorriu ao invés de gaguejar. Esse era o hábito. Tinha funcionado até o momento. Mas isso não impediu de receber aquele beijo. Ficou brava. Mas achou melhor assim. Ele não beijava bem, aquele rapaz, mas ele era mais agradável assim, em silêncio.”

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Por | Contos Curtos | Sem comentários

Ele segurou na parte de trás da coxa dela, ela instintivamente esticou a perna o quanto que podia e soltou um som forte e baixo.
*Podia ser um suspiro, mas não era.*
Com sua outra mão segurou firme próximo das costelas dela e puxou ela para si. Podia ter escrito “tracionou”, mas não quis. Ele dava pequenos comandos, soltava algumas palavras de estímulos para ela continuar, para sentir a dor e aceitar.
Ela ia gostar disso, foi o que ele disse o tempo topo. Podia ter acreditado, mas ainda não era o momento.
Tensa, suava. Firme, ele conduzia com todo o corpo, o corpo dela.
Ela gemeu, e mordeu os lábios.
Ele sorriu e pediu para ela aguentar um pouco mais.
Ela não quis mais, pediu para parar.
Ele saiu de perto e foi pegar um copo d’água.
*Podia ser uma cena de sexo, mas era só um alongamento.*